Limites

Desenhar o que quero, como posso - não me anima fazer como não gostaria que fosse, pois não sou outra pessoa.

Reescrever a frase acima. "Desenhar o que quero" - Teve um tempo que mandavam eu desenhar para - havia uma função para o meu desenho e eu gostava, havia algo de util no desenho. E acho que ainda me debato com essas perguntas sem resposta:  util para quem? Para mim, meu dinheiro vinha daí, o cliente que pagava. Fazia parte da cadeia de consumo.

Chego à conclusão que decidi qual caminho tomar, apesar das ressalvas. Tenho claro que uma parte desta decisão eu tomei. Comecei na direita, mas  alguma coisa não batia, depois de estudar na FAU, não me alinhei com a direita, mesmo vendo as vantagens desta posição.

Me alinhei com a esquerda, fiquei deprimido com a confusão entre as vantaens da direita e o que eu achava certo, a esquerda. Tenho as duvidas plantadas pelo envoltório da direita que reina no Brasil, talvez no mundo. Vivi no Japão tempo o suficiente para perceber a diferença que faz ter um pensamento não colonizado. Nasci e me criei no Brasil, num ambiente colonizado, onde evita-se ao máximo o pensamento voltado às esquerdas.

Agora escrevo para reforçar minha escolha para a esquerda.

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A Dra. imagina uma exposição com meus desenhos de São Paulo, com as explicações tipo "... assim era a Avenida São João em 1827 no desenho baseado em Debret. O corrego Anhangabaú corria em baixo da ponte. Era chamada de ponte do Acú, pois ali perto o Acú, nascente cujas águas iam dar no Anhangabaú. 

Á esquerda seria o Morro do Chá. À direita da rua vemos no alto ao sobrado que seria o seminário ou das moças. Um sobrado e algumas casas ino terminar na beira do Anhangabaú. Seriam de quem, indios, pretos, mamelucos? Nessa época seriam poucos os portugueses de Portugal; os que existiam seriam padres das ordens religiosas. Jesuítas não existiam mais depois do Marquês de Pombal expulsá-los do Brasil. Beneditinos, franciscanos, carmelitas, convento de Santa Thereza. Igreja de Santo Antonio, que mais?

Cidade com padres, freiras. Seminaristas e noviças. Paulistas eram misturas de portugueses e índios, além dos europeus que vinham aqui, como Saint Hilaire e Debret, franceses. Landseer e Burchell, ingleses. Thomas Ender, austríaco. 

foto ou pintura de Saint Hilaire frances Debret frances

Landseer inglesBurchell ingles
Thomas Ender, austríaco.


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Artaxo Jurado: acho lindo o edifício Viadutos,

  e detalhes posso desenhar, o todo é muito complexo, fazer igual não faz sentido, melhor uma foto - talvez uma interpretação - treino com fotos

Vistas com muitos prédios: apesar de bonitas ainda não sei lidar com muita complexidade, não me anima

Natureza - para o que quero, ou acho bom, precisa de um treino que ainda não tenho, nem sei se precisa - tipo Thomas Ender me animaria, mas não tenho pique total - de vez em quando pinta

 Em 1560 São Paulo é elevada à condição de Vila e é criada a Câmara Municipal. Vila ao arredor do Pateo do Collegio. 
Esta imagem não tem assinatura nem anotações de atribuição. Talvez seja de Debret, pela presença dos tropeiros com grandes chapéus e ponchos, o desenho das pedras lembra o da ponte do Acú, escrito como ponte de Santa Ifigenia.
Aparecem tropeiros e muares carregados em direção a uma estrada que desce para o que parece ser a Varzea do Carmo, uma pessoa que  parece levar algo na cabeça ou é um chapéu grande. 
No começo da descida, um conjunto de casas e o que parece uma tropa chegando.
Em primeiro plano. um caminho é marcado com pedras egulares levando as igrejas e uma rua com pedras irregulares;
As duas igrejas tem 3 portas com Janelas em cima e o acabamento do telhado na frente é marcado por uma janela redonda e no topo uma cruz.
A torre tem quatro andares marcados, no térreo uma janela pequena, os dois andares superiores com uma janela grande, no quarto andar tem duas janelas grandes, e emcima, a cupula tem um desenho de pirâmide encimada pela cruz.
Do lado esquerdo das igrejas, um edifício comprido com várias janelas em dois andares, provavelmente quartos e dependencias dos padres e serviçais. Logo após vê-se algo como um muro e uma árvore descendo o morro. Na frente desse conjunto algumas roupas a secar sobre a vegetação rasteira e uma pessoa a cuidar.

 esta imagem parece uma montagem
Nâo aparecem tropeiros nem caminhos com pedras, parece mais chão. os desniveis são visíveis. Pelas anotações embaixo do desenho, Thomas Ender assina este desenho.

Vista de São Paulo, 1817 - Thomas Ender




Caminho do Mar - Calçada de Lorena.

Pintura de Oscar Pereira da Silva.



Thomas Ender - Palácio do Governo em São Paulo, 1817

Habitante Típico de São Paulo, 1817, Thomas Ender








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