São Paulo
Para crianças - o que dizer
Dar valor é a tarefa do artista;
Não dar valor é o estado natural das coisas.
Dar valor é dar valor para outros darem valor também.
Já tem coisas que já tem valor.
Reforçar este valor ou destruir este valor.
A opção do caminho é do artista.
O que me vèm à cabeça é como ganhar com isso,
Pagar o roteiro com desenhos, seria possível?
Pensei que poderia negociar com a Dani Gutfreund.
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O tema é São Paulo antes de ser a cidade de hoje, do tempo do triangulo formado pela igrejas São Bento, São Francisco e do Carmo.
Benedito Lima de Toledo fala da acrópole que se elevava a 30 metros do Tamanduateí e Anhangabaú.
Foi cercada para se proteger do ataques dos nativos, como apareceu numa ilustração
- O mapa da Villa Forte de Piratininga foi um brinde no 4º Centenário da cidade.
- E um grande achado está em um mapa, que é uma representação artística nas dimensões de 89 por 110 centímetros, em papel plastificado mostrando justamente a Villa Forte de Piratininga, de 1565 a 1600. Colorido, o mapa apresenta as moradias e com os números relacionando 70 nomes de moradores junto aos caminhos internos (ou vias, que mais tarde se transformariam em ruas, muitas que conhecemos com os mesmos nomes até hoje).
Entre os rios Anhangabaú e Tietê, surgiu o povoado daquele época com os 200 “fogos” (eram os moradores que eram contados por “fogos”, significando as residências com suas lareiras ou fogões a lenha que se alimentavam por fogo) traz um fato histórico muito importante e quase desconhecido, mas em registro em várias Actas da Câmara de São Paulo.
Por determinação do nobre e administrador colonial português Mem de Sá, a Villa Forte de Piratininga foi fechada totalmente com cerca de tapumes para se proteger dos ataques dos índios. No local sem pedras, essa muralha foi pouco a pouco construída com pilão para amassar e socar a terra com a taipa, capim e gravetos.
- Em 1830, o jornalista Libero Badaró, escritor do liberal Observador Constitucional (segundo periódico mais antigo da cidade, fundado em 1828). Em 20 de novembro deste mesmo ano, Líbero Badaró é assassinado em uma emboscada.
Giovanni Battista Libero Badarò (Laigueglia, 13 de novembro de 1799[1] — São Paulo, 21 de novembro de 1830) foi um jornalista, político e médico italiano radicado no Brasil[2].
O material iconogafico seria o quê?
Desenhos meus, abordando uma iconografia inexistente, de um tempo entre a fundação pelos portugueses, sobre o lugar onde Tibiriçá vivia.
A organização dos nativos seria inventada a partir dos nativos de hoje. A coisa de chefe, aldeia e outras, são invenções dos portugueses que, na falta - atribuíram aos nativos os seus valores.
Assim, tentamos esquecer termos e ideias que só fazem sentido na narrativa dos colonizadores.
Como fazer isto? Eu não sei, mas algo me diz que precisa ser feito assim. Fazer é o que importa.
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Matisse valorizou a luz da cor e o abstrato começou a fazer sentido. Os velhos mestres valorizaram outra luz para a forma como é vista com os olhos ficar em evidência. Picasso seguiu este caminho de valorizar a forma, indo em direção à abstração incluindo a forma vista pelos olhos. Matisse também usou a forma mas a direção apontada era a da forma sem ser a forma humana.
Barnett Newman valorizou a cor pedindo que se olhasse suas pinturas bem de perto para que se ficasse envolvido pela cor.
Yves Klein inventou um azul que para dar conta da cor única.
Duchamp queria mroostrar o que é visto pela inteligência e não pelos olhos. Muita coisa é feita para ser inteligente como todas as ferramentas.
No campo da evolução muito tem sido feito. O próximo passo não deixa de ser novidadeiro, mas parece não ter passado muito tempo para dizer que esse ou aqule passo seria definidor.
A reprodução em série não é novidade, assim como copiar originais de outros tempos, fazendo uma atualização como nos programas para os meios digitais.
Dar valor é a tarefa do artista;
Não dar valor é o estado natural das coisas. Dar valor é dar valor para outros darem valor também.
Tese - O centro Velho e o Centro novo, principais fatos divididos em pequenas estorias
- O Peabiru, antes dos portugueses
- A chegada de um portugues Joaquim/João Ramalho
- Os Padres Jesuitas, Jose de Anchieta e Manoel da Nobrega
- Entre 1554 e 1822 - Porutgueses e europeus - Bandeirantes, Minas Gerais e Batalhas Holanda, França
- O café
- 1808 Dom João VI - Napoleão
- Os imigrantes - alemães - princesa Leopoldina casou com Dom Pedro I
- Os imigrantes - italianos
- Os imigrantes - japoneses
- Os imigrantes, Ponte pequena - libaneses, turcos, ciganos, russos e outros
- Os negros
- Os nordestinos
Tese - é uma jovem cidade
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Jovem? tem mais de 450 anos! A fundação foi em 1554, e começou a crescer há uns 200 anos, coisa de 1800 e uns trocados, pela riqueza trazida pelo café. Até então era uma titica de galinha, desprezada por não ter riquezas para a colonização.
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São Paulo para jovens - estudar cidades não é para jovens. Origens, vivências são para quem curte isso, depois de curtir outras coisas, nem vai viver nessa cidade, Que importa se num passado o viaduto do chá não existia, e a travessia era feita atraves do Vale do Anhangabaú, e o viaduto aconteceu sobre a chacara do Chá, e São Paulo era um titica de galinha, o Centro Velho era uma vilinha, com as igrejas de São Bento, São Francisco e o Páteo do Colegio dos Jesuítas dominando a cena católica, e a Igreja de São Paulo foi demolida para construirem a Catedral da Sé quando São Paulo cresceu.
O viaduto era para ligar o Centro Velho ao Centro Novo pelos carros, carroças e bondes. A rua Direita era porque ficava à direita de alguma igreja. O largo do Patriarca tem uma igrejinha, houve tempo em que o Mappin ficava lá.
Depois tanta coisa mudou, que não dá para contar tudo. É uma viagem no tempo, e muitas e rápidas mudanças. A lista de percursos pode ser grande, o que focar? tem as ruas - Libero Badaró, a Avenida São João; Teatro Municipal, rua Barão de Itapetininga, rua Sete de Abril. Cada qual com mil estórias. o Masp começou ali, a
Biblioteca Mário de Andrade, a avenida São Luís, a Nestor Pestana, a Praça da Republica, o Iab, o Hotel Hilton, o edifício Copan, o Esther, o Itália. Muita coisa, nem tudo é para conhecer, cada um tem a São Paulo que tem.
Quando a riqueza do café chegou, a cidade cresceu, pela chegada dos imigrantes - italianos em sua maioria e muitos outros. Desde então não para de crescer. Tem coisas boas em crescer, tem coisas ruins em crescer, tem gente boa querendo cuidar da cidade, tem gente que não liga e só se importa em crescer. É difícil tomar as decisões para o crescimento que ninguém sabe se vai acontecer. Olhar para o passado não é a chave para o futuro, mas gostamos de saber algumas coisas da cidade quando vamos apresenta-la para os amigos e parentes em ocasioes festivas. Quando chegou o ano de 1904, talvez tenham se tocado da falta de historia da cidade. Não que não tivesse, mas tinha pouca ou nenhuma imagem, alguma coisa escrita pelos padres e burocratas. Teve uma época que começou a ter jornais, e afinal de contas, o grito da independência foi nas margens do Ipiranga em 1822. Imagina um vilarejo em 1822, ruas enlamaçadas, carroças e cavalos, igrejas e casarios preparados para ser coloniais, e de repente viram um país. Atrelados por vínculos à Coroa Portuguesa, assim ficou com os Pedros Primeiro e segundo, e São Paulo começou uma riqueza com o café. Tinha os barões e os ingleses, e os italianos. E muitos mais de todos os lugares do mundo para tentar a sorte num lugar por fazer.
É um jeito de ver São Paulo. O Joaquim Eugenio de Lima era do Uruguay e bolou a Avenida Paulista em 1899. Antes dele, teve o centro velho, o triangulo das tres ordens católicas dominantes, Jesuitas fundadores, franciscanos do Direito e a São Bento dominicana. A Sé, antes era Catedral de São Paulo era a Igreja. O centro Novo, era a área da Republica e algumas adjacencias. O Estado de São Paulo teve muitas sedes. O Palácio dos Campos Elísios foi em 1915, o Palacio dos Bandeirantes em 1967 onde está até hoje; Outra sedes: o Palácio dos Governadores: construído em 1680, sediou o Colégio de São Paulo até 1759, a residência da Arquidiocese até 1765, e depois o Palácio dos Governadores. Foi demolido parcialmente em 1896, e totalmente em 1953. Tem um buraco entre esse palácio até o Campos Eliseos até 1915, que acho que a sede do governo deve ter ido de lugar em lugar até se estabelecer ali, será que é importante?
São Paulo entre 1822 e 1954 cresceu como cidade pela importância econômica. E a história de São Paulo tem muitos marcos, a maioria econômico. Na política, a Republica foi proclamada em 1899, e dentre 1894 até 1930, 36 anos foi paulista até a era Vargas. A guerra de São Paulo contra o Brasil deu os herois de 1932.
A USP foi criada em 1934, e pode-se ver o papel político que teve nesses anos todos. Direito, Engenharia e Medicina deram a largada nos cursos. Curiosamente, desses só a Engenharia foi para a Cidade Universitária. A estória da USP é complexa e contraditória e não vale a pena perder tempo com isso.
Shows, restaurantes, estudos e hospitais - motivos para vir a São Paulo
Tem gente que vem aqui porque tem shows que só acontecem em cidades importantes como o Rio de Janeiro. Lollapaluza aqui, Rock in Rio lá. Alguns restaurantes só podem existir aqui porque tem gente que vai porque comer é uma atividade aqui, não ir para a praia. Hospitais e clínicas são um motivo para muitos virem para cá. A história da cidade pouco interessa a esses. Tem eventos pequenos mas que só ocorrem aqui, como a SP arte, a Bienal e toda uma rede de congressos, feiras e eventos porque aqui tem muita rede hoteleira e centros de convenções competitivos.
Mas a Olimpíada foi no Rio, a Copa foi no Rio (espalhada pelo Brasil, mas a sede no Rio). Muita coisa não acontece em São Paulo, mas aqui tem coisas que só aqui tem. É o melhor planejamento urbano de longe, porque tem os maiores problemas com isso por causa do crescimento desordenado que possibilita diversas intervenções. Comprou a cidade de Santo Amaro,
Não há uma profissão definida para isto, a estoria cativa a quem gosta de ouvir e contar estorias,
Fato - Avenida Ipiranga, celebrizada pela esquina com a São João por Caetano Veloso. baiano que veio aqui e batizou São Paulo de Sampa há muito tempo. Anonimato ou celebridade, ou simplesmente viver a cidade. Para quem gosta, pode ser assunto como futebol ou novela. Ruas podem contar mil estórias, aqui acontece ou aconteceu algo que foi celebrizado por alguém algum dia.
Fato - Largo da Memoria, ninguém lembra onde é, nem que existe, fiz uma pesquisa na internet para saber. Muito pichada, é um monumento público. Uma escadaria, uma fonte e o obelisco da memoria, o chafariz para dar aguas para as mulas no largo do Piques; por trás, um mural encimado por uma azulejaria portuguesa. Abaixo da rua Xavier de Toledo e vai dar no Vale do Anhangabaú. As fotos da internet atuais mostram um lugar pouco frequentado, as pichações são uma tradução do sentimento reinante sobre o lugar: sobrou e ninguém está interessado nisso fora os pichadores. O Paulo Miyada no Youtube sobre esse lugar para falar de monumentos e do artista Luiz, muito interessante.
Em tempo, esse site é bom sobre pistas de como esse monumento aconteceu - https://saopauloantiga.com.br/largo-da-memoria/
Fato - Obelisco no Ibirapuera. pode ser visto da 23 de Maio, a internet diz O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32 é um monumento que presta homenagem aos estudantes e soldados mortos durante a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo. Feito entre 1947 e 1970, o projeto é de Galileu Emendabili. E daí? A revolução constitucionalista em São Paulo pode ter sido para os paulistas a defesa dos interesses do café, ou para as forças nacionais a libertação da Republica Café com Leite quebrada na Bolsa de Nova Iorque em 1929. Escolha um lado, ou apenas aprecie que São Paulo homenageou seus heróis com esse monumento, que aliás gosto muito.
Fato - O Teatro Municipal de São Paulo, obra dos arquitetos Ramos de Azevedo, Claudio Rossi e Domiziano Rossi no estilo arquitetônico eclético, inspirado na Ópera de Paris e inaugurado em 1911. É um dos cartões postais da cidade, localizado na Praça Ramos de Azevedo, também considerado um dos mais importantes teatros do país. Construído para atender ao desejo da elite paulista da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais. A Wikipedia dá essas informações, nem retenho na memória, para mim era só do Ramos de Azevedo. Tinha esses dois arquitetos com nomes italianos, que de fato eram, e o gosto pelo Teatro era da época, São Paulo tinha outros teatros, diversão e compromisso social. A parte de quem fez as esculturas e pinturas está na pagina - https://www.descubrasampa.com.br/2022/10/theatro-municipal-de-sao-paulo-parte-2.html - Só garimpei que o Oscar Pereira da Silva, ilustre carioca radicado nessa época em São Paulo fez as pinturas do teto do Saguão, Origem do teatro grego. O teatro já rendeu muitos livros, é uma estória grande com a construção, os espetáculo, os eventos e fatos históricos e sempre rende mais algum conhecimento historicista;
Fato - Periferias de São Paulo é assunto vasto, escrito ou não, os destaques são conforme alguma escolha arbitrária do tipo nasci ali ou me criei ali ou alguem achou importante guardar alguma coisa dali. Moro no Butantã, ou grande Butantã, no Jardim Bonfiglioli, que já foi Jardim Pinheiros, na Rua Roberto Valentino de Camargo. E tem estória sobre a rua, muitos descendentes de portugueses. A avenida Comendador Alberto Bonfiglioli homenageia um italiano do Circulo Italiano e muitas propriedades e empresas da familia a CICA é a mais conhecida até 1985. Isto não é a estoria do bairro mas dá nome a logradouros. Quem foi Roberto Valentino de Camargo, não sei e não encontrei nada na internet.
Paraisópolis, Brasilândia são nomes que nos aparecem. Devem ter estórias, mas quem vai escrever, e mais, quem vai querer ler? Então, só um resumão tipo só as coisas importantes ou citáveis entram. Senão, dá um catatau só a vida de um, imagina de milhões. E o duro, tudo muito desinteressante para quem não está nem um pouco interessado numa estoria que só interessa para quem conta.
Fato - Outro dia fui na periferia do centro velho, um bairro chamado Bela Vista. Da onde estava, não tinha o que se costuma chamar de Bela Vista. Tinha o Minhocão passando por cima, e embaixo tinha uma quadra de esporte, um cruzamento para atravessar por baixo, um sacolão por baixo do viaduto. Para mim, não era uma Bela Vista, era uma vista. Casas velhas de não sei quando, que eu sempre vi de cima os telhados caindo aos pedaços, devidamente remendados. Um bairro que poderia ser pobre, na periferia do centro velho, chamado de Bela Vista, e conhecido também por Bixiga.
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Era um bar, o Bar do Bigode, que apresentou uma churrasqueira e um jardim por uma portinhola que dava ao bar. Um lugar incrível, pequeno e aconchegante, com a vista do Minhocão. Agressiva, útil para quem a usa hoje, a ligação leste oeste. Agora dá para pensar se o Minhocão não existisse, o transito seria pior, e a vista seria melhor? Não sei.
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Dava para ver um muro ao longe, o Gagliardi falou que era do terreno da briga histórica entre o Silvio Santos e o Teatro Oficina do Zé Celso. Zé Celso é um personagem da História, o Bixiga é um bairro que tem teatros históricos. Fui algumas vezes no Sérgio Cardoso, nunca fui no Zácaro, alguma peça de comediantes eu fui quando jovem em algum teatro pequeno, lembro de um ator pintado com seu personagem tipo palhaço.
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Ali perto subindo uma rua e uma viela chamada Adorniran Barbosa dava na Brigadeiro Luís Antonio. Do Brigadeiro só sei esse nome, do Adoniran muitas musicas passam pela minha cabeça, de ouvir e cantar em karaokê. Saudosa maloca, trem das onze citava o Jaçanã, Arnesto nos convidou, prum samba ele mora Brás, frecha, tiro ao Álvaro, não tem mais. Acho que alguns jovens ouvem essas músicas, tem tantas ofertas para ouvir, talvez seja clássica hoje.
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O Bixiga para mim é o bairro do Piupiu, das cantinas italianas, do pão italiano, da linguiça seca, de uma escadaria muito artística, a feira de velharias e antiguidades, quinquilharias e gente velha, num largo que frequentei um tempo porque gostava de alguns móveis velhos e baratos para o que são. E do Santa Madalena, da Maestro Cardim (outro ilustre desconhecido), do Sergio Gag. Nomes tem muitos, não lembro da maioria, acho que só lembro quem fez algum marketing ou escolheu um nome memorável, ou eram tipos memoráveis como Mussum e Zacarias.
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Acho que dava para escrever vários textos, mas espere, muitos textos já foram escritos, basta ler. Gosto de listas e listras, mas cada item me lembra uma coisa, que para resumir, só tem o nome. As listras também, estão recheadas de conteúdo interessantes só para mim. Alguns já sabem, e outros não querem saber.
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Me interessa saber por mim, por ter vivido essas coisas. Ontem falei com a Jeni, a Lina tem 18 anos, e combinou com a Alice Grosbaum de sair, mas não comprou ingresso, nem nada, se não fosse a Jeni, nem teriam saído, pois se trancam no quarto e não tem vida fora dali. Eu não tenho o que dizer, não tenho filhos, e se tivesse não seria diferente, pois é o tempo, a geração, coisas da vida.
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Outro dia assisti ao primeiro filme do Matt Damon e Ben Affleck. Gostei de uma parte, o gênio infantil tinha lido todos os livros, sabia muitas respostas mas não tinha vivido as coisas por si. A morte é um tema de livros, mas a morte de um ente querido ao lado, não. Tem um bocado de experiências em seu mundo, e pode viver com isso. Mas pode viver outras coisas se quiser arriscar.
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O Luizito saiu de uma assembleia e junto com companheiros foram direto comprar briga com a polícia. Não vi sentido nisso, mas deu pra ver que ele via. Muitas vezes não vejo sentido em coisas que outros fazem, mas gosto de ver o que fazem, e algumas coisas marcam em mim. Fios de Alta Tensão gostei do título, e por ele dá pra pensar em muita coisa. Assistindo ao documentário, gostei de ser quase pasmacento, não tinha a alta tensão evidente, mas sim, a alta tensão estava ali, nas imagens bonitas dos muitos povos do Brasil falando dos seus cabelos.
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Talvez haja um espírito de época falando o tempo todo. No Bixiga ou Bela Vista, muitas histórias se desenrolam na nossa frente, quais seriam interessantes para uma audiência? Poucas vezes pensei nisso, acabo pensando em fazer algo que me motive a fazer. E quando faço e gosto do que fiz, faço essa pergunta, e não sei se vai agradar a outros. Só sei que me agrada. Quando dá certo deu, quando não dá, ninguém fala, tapinhas nas costas e continua em frente, é a coisa educada a se fazer. A opinião sincera se reserva a alguns escolhidos, amigos ou inimigos, com jeito e cuidados para preservar a briga de opiniões, pois para mim, a sinceridade é mostrar fraquezas também, e os poucos que aguentam isso em geral se dão mal como os artistas.
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São Paulo é uma jovem cidade, pois está se renovando o tempo todo para não perder o bonde, o metrô, o uber ou o helicóptero. São Paulo tem o velho sendo destruído, e o novo vindo. Refletir sobre isso é par quem quer preservar alguma coisa, e provar um ponto de vista para outros. Sempre dá certo, se para alguns resulta em mais, para outros em menos, a realização é boa para ambos.
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Mirar no sucesso garantido é uma coisa que eu faço, por isso faço pouco. Marta Minujín, em cartaz na Pinacoteca 29/07/23 a 28/01/24- parece fazer diferente. Os monumentos caídos, o obelisco da 9 de julho em Buenos Aires e o Partenon de livros foram realizados na real, os outros foram desenhados, tem um desenho animado, pinturas e desenhos, maquetes e mockups, esculturas e ilustrações. Tornar real algo pode ser um projeto, como Robert Smithson em seus projetos de terra. Eu que nunca pensei nisso. O Gui Debord escreveu um livro e a interpretação levou o Gag a sair pela cidade com o biólogo amigo, numa deriva de onibus por São Paulo.
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Ideias são ideias. Eu uso minha imaginação e lá, sem limites elas são boas. Então, quando se realizam, encaram limites e nesse sentido, para mim não servem mais. Prefiro nesse caso, ficar no livro, no texto. Gostei da Minujín, pois antes dela não me toquei dessa possibilidade de fazer projetos das ideias, lidando com limites e com coisas que não tinha pensado nem aventado; vi uma coisa boa em não desistir da ideia pelos limites, mas mudar minhas direções: nunca pensaria em cobrir com doces ou hamburgueres, mesmo livros não pensaria. Gosto de ter ideias: umas boas, umas ruins, e todas me entretêm um tempo e agora o repertório pode variar.
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Considerando que queria escrever sobre São Paulo, a cidade, desviei bastante no caminho, talvez para um leitor alguma coisa se salve; no geral, um texto sobre um assunto precisa ter foco.
São Paulo não tem cara, pois poucos lugares tem cara. As piramides e o Empire State, a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade, o Partenon, o Kremlin, Alexanderplatz. Algumas referências dispensam apresentação. Quem está interessado nisso? Turistas para levarem uma lembrancinha aos parentes e amigos.
São Paulo tem cartões postais, são vários. O cartão postal na era do email seria qual - nao seria postal, seria material? (Ideia, um poste de cartoes postais exibindo cartoes postais que nao seriam feitos, pois nao teria compradores - ruas anonimas da periferia, sinalizações viarias que so tem aqui, outdoor que nao tem na rua, placas de negocios com tamanhos limitados, predios sem anuncios no topo, ocupações de calçada, predios com fachada cega sem pintura) Seria a camiseta uma lembrança de São Paulo, esta é uma cidade sem possibilidade de resumo, nem se quer um resumo dessa cidade, nao se pode ter, cada pedaço podia ser, foi e vai ser sempre passivel de mudanca e isso nao e imutavel, a ideia nao se aplica, foi so um exercicio de pensar, melhor ficar como esta, se fosse pra ter alguem ja teria,
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Artacho Jurado
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